Odiar Watchmen é muito fácil
Ótimo texto de Ricardo Jordão Magalhaes para o Diário da Revolução.
“A maior de todas as histórias de super-heróis já contada, e uma prova de que os quadrinhos são capazes de uma narrativa inteligente, emocionalmente tocante e digna de ser chamada literatura.” Entertainment Weekly
“Uma leitura emocionante e de quebrar o coração, e um divisor de águas na evolução de uma jovem mídia.” Lev Grossman, Time Magazine
“…uma façanha monumental da imaginação, combinando ficção científica, sátira política, evocação consciente do passado das HQs e uma corajosa reconstrução dos formatos gráficos atuais – tudo transformado em uma distópica história de mistério.” New York times
Fazia algumas semanas que a menina de 6 anos havia desaparecido. A Polícia estava sem pistas. A investigação corria um sério risco de ir para o ostracismo. Mais um crime sem solução. Mais um bandido que se safa sem punição. Foi quando Rorschach descobriu uma pista que o levou a casa de um suspeito.
Não demorou muito para Rorschach encontrar as roupas de uma menina de 6 anos dentro de um forno. Latidos. Dois cães pastores alemães brigam no quintal da casa para ver quem fica com o toco destroçado de uma perna de criança. Foi o que sobrou da última refeição.
Rorschach ouve passos, a porta do apartamento se abre. O assassino está voltando para casa. Rorschach escondido surpreende o bandido. Inicialmente o pilantra se diz inocente. Pressionado por Rorschach, o monstro assume a culpa, “Sim, eu matei a menina, matei, matei, eu confesso, fui eu. Me leve preso, me joga na cadeia. Chama a polícia, me prende”.
Enquanto o maluco se retrata com ares de arrogância e cinismo de quem sabe que vai se safar porque não existem provas o suficiente contra ele, Rorschach vê a sua respiração disparar, o sangue subir a cabeça, a raiva tomar conta das suas forças, ódio, fúria.
Rorschach pega uma gigantesca faca de açougueiro, e com um golpe certeiro racha a cabeça do fora-da-lei no meio. Não é o suficiente para a sua raiva diminuir, Rorschach arranca o facão da cabeça destroçada do cara, e desce um novo golpe raivoso, e mais um, e mais um, e mais um e mais um.
Rorschach é um WATCHMEN; um vigilante, um encapuzado que anda pelas ruas de Nova Iorque fazendo justiças - quando o sangue sobe a cabeça - com as próprias mãos. Às vezes ele prende os caras, mas, na maioria das vezes ele prefere jogar o lixo no esgoto.
WATCHMEN é um gibi, um gibi acima de todos os outros. Lançado em 1986, WATCHMEN é um culto, um gibi único. A única história em quadrinhos entre os 100 melhores livros de todos os tempos, segundo a revista Times. A propósito, enquanto você lê o QUEBRATUDO, WATCHMEN figura no primeiro lugar como livro mais vendido no site da Amazon. WATCHMEN está na lista dos livros mais vendidos e não dos gibis.










Watchmen eh O Livro… Tenho em casa a versao em ingles do Livro escrita por Alan Moore…
Sem duvida oh melhor livro (gibi) que ja tenho lido. It’s Fantastic….
Watchmen…Eu não conhecia antes do filme, Então pensei pensei que Rorschach fosse o Watchmen, e os outros meros figurantes.
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