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Odiar Watchmen é muito fácil

11 março 2009 1.535 views 2 Comments POR Tarcísio Cavalcante

Ótimo texto de Ricardo Jordão Magalhaes para o Diário da Revolução.

“A maior de todas as histórias de super-heróis já contada, e uma prova de que os quadrinhos são capazes de uma narrativa inteligente, emocionalmente tocante e digna de ser chamada literatura.” Entertainment Weekly

“Uma leitura emocionante e de quebrar o coração, e um divisor de águas na evolução de uma jovem mídia.” Lev Grossman, Time Magazine

“…uma façanha monumental da imaginação, combinando ficção científica, sátira política, evocação consciente do passado das HQs e uma corajosa reconstrução dos formatos gráficos atuais – tudo transformado em uma distópica história de mistério.” New York times

Fazia algumas semanas que a menina de 6 anos havia desaparecido. A Polícia estava sem pistas. A investigação corria um sério risco de ir para o ostracismo. Mais um crime sem solução. Mais um bandido que se safa sem punição. Foi quando Rorschach descobriu uma pista que o levou a casa de um suspeito.

Não demorou muito para Rorschach encontrar as roupas de uma menina de 6 anos dentro de um forno. Latidos. Dois cães pastores alemães brigam no quintal da casa para ver quem fica com o toco destroçado de uma perna de criança. Foi o que sobrou da última refeição.

Rorschach ouve passos, a porta do apartamento se abre. O assassino está voltando para casa. Rorschach escondido surpreende o bandido. Inicialmente o pilantra se diz inocente. Pressionado por Rorschach, o monstro assume a culpa, “Sim, eu matei a menina, matei, matei, eu confesso, fui eu. Me leve preso, me joga na cadeia. Chama a polícia, me prende”.

Enquanto o maluco se retrata com ares de arrogância e cinismo de quem sabe que vai se safar porque não existem provas o suficiente contra ele, Rorschach vê a sua respiração disparar, o sangue subir a cabeça, a raiva tomar conta das suas forças, ódio, fúria.

Rorschach pega uma gigantesca faca de açougueiro, e com um golpe certeiro racha a cabeça do fora-da-lei no meio. Não é o suficiente para a sua raiva diminuir, Rorschach arranca o facão da cabeça destroçada do cara, e desce um novo golpe raivoso, e mais um, e mais um, e mais um e mais um.

Rorschach é um WATCHMEN; um vigilante, um encapuzado que anda pelas ruas de Nova Iorque fazendo justiças - quando o sangue sobe a cabeça - com as próprias mãos. Às vezes ele prende os caras, mas, na maioria das vezes ele prefere jogar o lixo no esgoto.

WATCHMEN é um gibi, um gibi acima de todos os outros. Lançado em 1986, WATCHMEN é um culto, um gibi único. A única história em quadrinhos entre os 100 melhores livros de todos os tempos, segundo a revista Times. A propósito, enquanto você lê o QUEBRATUDO, WATCHMEN figura no primeiro lugar como livro mais vendido no site da Amazon. WATCHMEN está na lista dos livros mais vendidos e não dos gibis.

Continua…

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2 Comments »

  • Guilherme said:

    Watchmen eh O Livro… Tenho em casa a versao em ingles do Livro escrita por Alan Moore…
    Sem duvida oh melhor livro (gibi) que ja tenho lido. It’s Fantastic….

  • Fred said:

    Watchmen…Eu não conhecia antes do filme, Então pensei pensei que Rorschach fosse o Watchmen, e os outros meros figurantes.

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