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	<title>Watchmen Brasil</title>
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	<description>Tributo à maxi-série de Alan Moore e Dave Gibbons</description>
	<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 15:43:28 +0000</pubDate>
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		<title>Watchmen: As influências científicas e filosóficas</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 15:43:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcísio Cavalcante</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Watchmen surgiu de um pedido que Dick Giordano, editor da DC Comics fez a Alan Moore. A editora do Super-Homem adquirira os direitos sobre os heróis da extinta Charlton Comics e a idéia era fazer uma minissérie em 12 partes com eles. Mas a proposta apresentada pelo roteirista era tão revolucionária que Giordano resolveu disassociá-la dos heróis da Charlton. O enfoque básico de Watchmen partia de uma idéia que Moore já havia experimentado em Miracleman: o que aconteceria se os super-heróis realmente existissem?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><strong>Gian Danton</strong> é professor universitário, roteirista e escritor. Tem <a href="http://ivancarlo.blogspot.com/" target="_blank">blog</a> e <a href="http://twitter.com/giandanton" target="_blank">Twitter</a> e sua dissertação de mestrado deu origem ao livro <a href="http://www.marcadefantasia.com.br/resenhas/livros/watchmen.htm" target="_blank"><strong>Watchmen e a teoria do caos</strong></a>, publicado pela editora Marca de Fantasia.</p>
<p>Neste artigo, escrito para o <a href="http://100grana.wordpress.com/2009/03/09/watchmen-as-influencias-cientificas-e-filosoficas/" target="_blank">blog 100Grana</a> em março deste ano, o professor comenta as influências científicas e filosóficas da obra de Alan Moore e Dave Gibbons, uma das mais importantes criações das histórias em quadrinhos.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Gian Danton</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Watchmen</strong> surgiu de um pedido que Dick Giordano, editor da DC Comics fez a <strong>Alan Moore</strong>. A editora do Super-Homem adquirira os direitos sobre os heróis da extinta Charlton Comics e a idéia era fazer uma minissérie em 12 partes com eles. Mas a proposta apresentada pelo roteirista era tão revolucionária que Giordano resolveu disassociá-la dos heróis da Charlton. Assim, entre outros, o Capitão Átomo tornou-se o <strong>Dr. Manhattan</strong>, o Pacificador tornou-se o <strong>Comediante</strong> e o Besouro Azul contentou-se com o título de Nite Owl, ou <strong>Coruja</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-14291" style="border: 0pt none ;" title="watchmen-hq1" src="http://100grana.files.wordpress.com/2009/03/watchmen-hq1.jpg?w=450&amp;h=563" alt="watchmen-hq1" width="450" height="563" /></p>
<p style="text-align: justify;">O enfoque básico de Watchmen partia de uma idéia que Moore já havia experimentado em <strong>Miracleman</strong>: o que aconteceria se os super-heróis realmente existissem?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-14293" title="miracleman2" src="http://100grana.files.wordpress.com/2009/03/miracleman2.jpg?w=420&amp;h=646" alt="miracleman2" width="420" height="646" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Miracleman: outro grande trabalho de Moore</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Moore havia pensado nessa possiblidade quando ainda era criança e lia as paródias do Super-Homem feitas por Harvey Kurtzman na revista Mad.  Kurtzman usava o recurso para causar um efeito cômico, mas Moore pretendia, girando o parafuso, alcançar um efeito dramático.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, Moore faz a pergunta: como seria um mundo sobre o qual os super-heróis realmente caminhassem? Como eles se relacionariam com os seres humanos normais, quais seriam suas angústias, que consequências isso teria?</p>
<p style="text-align: justify;">Para responder a essas perguntas, Moore lançou mão de um dos princípios da teoria do caos: o <strong>efeito borboleta</strong>. Esse conceito foi elaborado a partir da grande dependência das condições iniciais apresentadas pelos fractais. A mudança de um único número pode transformar completamente o formato de um desenho fractal. A mesma regra vale para alguns eventos não lineares. Assim, o bater de asas de uma borboleta nas muralhas da China pode provocar uma tempestade em Nova York.</p>
<p style="text-align: justify;">Moore transpôs o conceito para os quadrinhos. Se o bater de asas de uma borboleta pode ter consequências tão imprevistas, imagine-se o surgimento de super-heróis. Para Moore, o mundo jamais seria o mesmo. Com isso ele destruiu a ilusão de que deuses poderiam andar entre nós sem afetar radicalmente nosso cotidiano.</p>
<p style="text-align: justify;">Até então, os avanços tecnológicos conseguidos pelos super-heróis não afetavam em absoluto o mundo em que viviam. Um exemplo disso são as histórias do <strong>Quarteto Fantástico</strong>, no qual apareciam foguetes estelares e computadores capazes de criar realidade virtual, mas essas mudanças não afetavam a vida das pessoas comuns.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-14295" title="100grana_fantasticfour" src="http://100grana.files.wordpress.com/2009/03/100grana_fantasticfour.jpg?w=400&amp;h=284" alt="100grana_fantasticfour" width="400" height="284" /></p>
<p style="text-align: justify;">O mundo de Watchmen que, até a década de 60 era semelhante ao nosso, transforma-se com o surgimento do primeiro herói com superpoderes de verdade: o <strong>Dr. Manhattan</strong>. Seu surgimento fez com que os EUA vencessem a guerra do Vietnã e, de certa forma, a Guerra Fria. O herói tornou possível a produção barata de carros elétricos, tornando os motores à combustão coisa do passado. Até mesmo nos detalhes a vida foi afetada, como na cena em que pessoas estão jantando um restaurante e o garçom serve um peru geneticamente modificado, com quatro patas.</p>
<p style="text-align: justify;">É de se destacar que a própria transformação de Manhattan em um ser super-poderoso é provocado por um fato trivial: o esquecimento de um relógio numa câmara de campo intrínseco.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa nova perspectiva e a narrativa não-linear, repleta de flash-backs e de informações em variados níveis tornaram Watchmen a obra a mais revolucionária da época.</p>
<p style="text-align: justify;">Vista sob a perspectiva dos anos 90, Watchmen destaca-se por ser uma obra nitidamente pós-moderna. Algumas características das obras pós-modernas podem ser facilmente encontradas na HQ. Entre elas o uso de formas gastas e da cultura de massas. Na época em que Watchmen foi publicada, a narrativa super-heroiesca parecia destinada ao desaparecimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-14298" title="watchmen-hq21" src="http://100grana.files.wordpress.com/2009/03/watchmen-hq21.jpg?w=468&amp;h=187" alt="watchmen-hq21" width="468" height="187" /></p>
<p style="text-align: justify;">A construção em abismo é outra característica que encaixa Watchmen no grupo de obras pós-modernas. A história inicia com uma trama básica, a respeito de um matador de mascarados, e, a partir dela, desmembram-se outras tramas. Como num fractal, à medida em que nos aprofundamos, a história vai nos revelando novas complexidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos ainda o uso de personagens reais (Nixon aparece na história), o pesadelo tecnológico (o mundo de Watchmen está à beira de uma guerra nuclear), o uso de citações e metalinguagem (um garoto lê, em uma banca de revistas, um gibi de piratas que pode ser considerado como uma metáfora de toda a história).</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a principal característica pós-moderna da história parece ser a mistura do sério com o divertido. Divertido porque Watchmen é uma história de super-heróis e, em certo sentido, policial, e guarda muitas características desses dois gêneros.</p>
<p style="text-align: justify;">O caráter sério é a discussão sobre o mundo em que vivemos, sobre o que nos tornamos e sobre a ciência e a razão.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos pontos-chave dessa discussão é o Dr. Manhattan que, graças a um acidente em um laboratório, torna-se onisciente e onipresente. Sua criação parte do princípio de que o universo é um relógio e que, sabendo-se como funcionam seus mecanismos, é possível prever sua trajetória. Essa noção do universo como um relógio remonta a Laplace, sendo uma promessa da filosofia das luzes do século XVIII. Acreditava-se que a natureza seguia regras fixas que podiam ser descobertas com o uso da razão, como no caso de um relógio.</p>
<p style="text-align: justify;">A inteligência laplaciana seria onisciente, mas impotente para realizar alterações no mundo à sua volta. Uma vez que tudo é determinado, restaria a ela apenas um olhar entediado sobre o porvir, pois nada poderia ocorrer que não tivesse previsto.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-14300" title="watchmen-hq4" src="http://100grana.files.wordpress.com/2009/03/watchmen-hq4.jpg?w=468&amp;h=187" alt="watchmen-hq4" width="468" height="187" /></p>
<p style="text-align: justify;">A inteligência laplaciana, como uma metáfora da ciência clássica, é representada em Watchmen pelo personagem Dr. Manhattan. Manhattan é um ser superpoderoso, mas incapaz de tomar decisões que não estejam incluídas no curso dos acontecimentos. À certa altura o personagem diz: “Tudo é pré-ordenado, até minhas respostas. Todos somos marionetes, Laurie. A diferença é que eu vejo os barbantes”.</p>
<p style="text-align: justify;">Manhattan vive uma sabedoria que, ao invés de libertá-lo, torna-o prisioneiro dos acontecimentos. Essa postura o exime de responsabilidades. Quando a Terra está ameaçada por uma guerra nuclear, ele não se preocupa em intervir, já que tudo está pré-ordenado. Ao ser informado da morte de um amigo, Manhattan responde simplesmente: “Um corpo vivo e um corpo morto têm o mesmo número de partículas. Estruturalmente não há diferença. Vida e morte são meras abstrações. Não me preocupo com isso”.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-14299" title="watchmen-hq3" src="http://100grana.files.wordpress.com/2009/03/watchmen-hq3.jpg?w=468&amp;h=187" alt="watchmen-hq3" width="468" height="187" /></p>
<p style="text-align: justify;">Em contraposição ao demônio Laplaciano, Moore cria Ozymandias, um herói que cria estratégias a partir do caos, como pode-se perceber na sequência em ele olha para mutitela e toma decisões.</p>
<p style="text-align: justify;">Em frente à multitela, Ozimandias monta sua estratégia a partir das informações que recebe a respeito da velocidade das partículas que se aproximam da abertura. A partir da entropia inicial, Ozimandias consegue perceber uma forma, um padrão: “Homens musculosos portando armas… justaposição de violência e imagens infantis… desejo de regressão e tendência para subtrair responsabilidades… os itens configuram um quadro de guerra”.</p>
<p style="text-align: justify;">É Ozymandias que nos brinda com um dos melhores momentos de Watchmen, quando Manhattan descobre que, por um momento, não pode prever o futuro. Privado de seu determinismo, ele parece extasiado como uma criança que descobre novidades num objeto que parecia completamente conhecido: “Eu quase havia me esquecido o excitamento de não saber, as delícias da incerteza…”.</p>
<p style="text-align: justify;">Watchmen é muito mais que uma história em quadrinhos de super-heróis. Muito mais.</p>
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		<title>The Ultimate Cut Watchmen</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 23:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcísio Cavalcante</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Watchmen: The Ultimate Cut terá a montagem da versão do diretor editada juntamente com a animação Os Contos do Cargueiro Negro. O longa-metragem final ficou com 3 horas e 35 minutos. Duas novas trilhas de comentário por Zack Snyder e Dave Gibbons também foram adicionadas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><span id="Conteudo1_lblTexto">Menos de dois meses depois de lançar em DVD e Blu-ray o filme como foi    visto nos cinemas e uma versão do diretor, a <strong>Warner Bros.</strong> anuncia agora a versão definitiva de <em><strong>Watchmen</strong></em>.</span></p>
<p><strong><em><img class="size-full wp-image-499 alignright" title="ultimatewatchmen" src="http://watchmenbrasil.com.br/wp-content/uploads/ultimatewatchmen.jpg" alt="ultimatewatchmen" width="200" height="256" />Watchmen: The Ultimate Cut</em></strong> terá a montagem    da versão do diretor editada juntamente com a animação    <strong><em>Os Contos do Cargueiro Negro</em></strong>. O longa-metragem final    ficou com 3 horas e 35 minutos. Duas novas trilhas de comentário por    <strong>Zack Snyder</strong> e <strong>Dave Gibbons</strong> também foram    adicionadas.</p>
<p>A edição em DVD virá com cinco discos e a em Blu-Ray com    quatro - o material é o mesmo, mas a capacidade de armazenamento do segundo    é maior. O lançamento inclui 3 horas de extras, a versão    do cinema, o documentário falso <em>Sob a Máscara</em> e a história    em quadrinhos animada. É, basicamente, tudo o que já foi lançado    do filme em um só pacotão (a cara de palhaço de quem comprou    tudo separadamente há menos de 60 dias vem de brinde).</p>
<p>O lançamento acontece lá fora em<strong> 3 de novembro</strong>.    No Brasil, não há previsão alguma de lançamento    da versão do diretor e o único disco de <em>Watchmen</em> disponível    é mesmo a versão do cinema, em versão dupla.</p>
<p><em>Fonte: <a href="http://www.omelete.com.br/dvd/100022325/Warner_anuncia_edicao_definitiva_de_Watchmen_em_DVD_e_Blu_ray.aspx" target="_blank">Omelete</a></em><br />
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		<title>Watchmen Versão do Diretor</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2009 19:17:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcísio Cavalcante</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[featured]]></category>

		<category><![CDATA[filme]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando saí do cinema na estréia de Watchmen, apesar de ter sentido falta de alguns detalhes, confessei a um amigo: "Watchmen assumiu o top de duas das minhas listas: o de melhor filme e o de melhor adaptação de quadrinhos para cinema." Agora corrijo minha posição: Watchmen Director's Cut é o melhor filme! =) Tá certo. Sou fã da graphic novel desde criança e isso me torna suspeito por ter gostado e estar tão entusiasmado com a adaptação de Snyder. A versão do diretor com suas 3 horas e 10 minutos corrige algumas frustrações de quem viu o filme no cinema e ficou com cara de "peraí, tá faltando algo aqui". Mas não são somente cenas extras ou cenas cortadas. Mais que isso, o filme é cheio de detalhes e falas extras que dão mais preenchimento à história, que o aproximam ainda mais do quadrinho (e eu achava que isso era quase impossível).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-494" title="watchmen-directors-cut-br" src="http://watchmenbrasil.com.br/wp-content/uploads/watchmen-directors-cut-br.jpg" alt="watchmen-directors-cut-br" width="274" height="375" /></p>
<p>Quando <a href="http://watchmenbrasil.com.br/saida-do-cinema/">saí do cinema na estréia de Watchmen</a>, apesar de ter sentido falta de alguns detalhes, confessei a um amigo: &#8220;Watchmen assumiu o top de duas das minhas listas: o de melhor filme e o de melhor adaptação de quadrinhos para cinema.&#8221;</p>
<p>Agora corrijo minha posição: <strong>Watchmen Director&#8217;s Cut é o melhor filme!</strong> =)</p>
<p>Tá certo. Sou fã da graphic novel desde criança e isso me torna suspeito por ter gostado e estar tão entusiasmado com a adaptação de Snyder.</p>
<p>A versão do diretor com suas 3 horas e 10 minutos corrige algumas frustrações de quem viu o filme no cinema e ficou com cara de &#8220;peraí, tá faltando algo aqui&#8221;. Mas não são somente cenas extras ou cenas cortadas. Mais que isso, o filme é cheio de detalhes e falas extras que dão mais preenchimento à história, que o aproximam ainda mais do quadrinho (e eu achava que isso era quase impossível).</p>
<p>Pequenos lances de câmera, alguns minutos a mais numa cena, falas mais completas e ainda: cenas que fizeram muito fã tremer de frustração por faltarem na versão do cinema.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>SPOILER ALERT!</strong></span></p>
<p>No cinema, me arrepiei em vários momentos do filme, o funeral do Comediante (uma das melhores cenas, trilha sonora perfeita), Edward Blake matando a vietcongue, Rorschach abrindo a cabeça do sequestrador, Rorschach desintegrado na neve (olhos cheios de lágrimas nessa hora, sério). Na segunda vez que vi o filme, o impacto havia passado. Na terceira vez nada de novo&#8230;</p>
<p>Agora, revendo na versão do diretor, os novos detalhes dão nova dimensão e o filme volta a ser impactante. Tremo na base nas cenas-chave novamente. Novas cenas revelam detalhes do filme que ficaram pendurados na primeira versão, mais ainda  pra quem não conhecia a história.</p>
<p>Pra não dizer que tudo é uma maravilha, eu continuo sentindo falta de detalhes. Sem falar numa nova cena que poderia ter ficado de fora. O início do filme, na versão do cinema está impecável, é a revista tomando vida. Mas na versão do diretor, Rorschach faz mais do que invadir o apartamento de Blake. Na nova versão, dois policiais aparecem na cena e o mascarado deve livar-se deles, espancando um e deixando o outro pra contar a história, numa cena rápida e uma saída bizarra do Rorschach. Descartável. A cena explica uma conversa com Daniel mais tarde, quando este comenta que Rorschach virou notícia por ter espancado um policial. Ainda assim, a cena não fazia falta.</p>
<p>Ainda falta mais interação com o cara da banca. O carinha que lê os Contos do Cargueiro Negro está lá, aparece mais vezes que na versão do cinema e mostra detalhes da revista do pirata, mas não fala uma palavra sequer. Há uma cena em que o Walter se aproxima da banca pra conversar com o jornaleiro, mas a cena fica nisso, a conversa (em que o jornaleiro pergunta ao Walter quando é o fim do mundo) continua não existindo no filme. A placa The End is Nigh fica sem explicação. E falando em falta de explicação, a sessão com o psiquiatra Walter Long está um pouco maior, mas continua incompleta. O que mais escuto sobre o filme, tanto na versão do cinema quanto na versão do diretor é &#8220;porque a máscara dele é assim?&#8221;, o filme continua sem explicar, o que deveria ocorrer numa das conversas com o psiquiatra.</p>
<p>&#8220;Leave me alone!&#8221; Doutor  Manhattan grita e ZAZ! Todo mundo vai parar em casa. Pelo menos na revista é assim. No cinema vem o super corte:  Manhattan vai pra Marte. Susto no cinema. Deu pra ouvir uns sussurros. Na versão do diretor&#8230; vamos dizer que ficou menos pior. Depois do grito, tomos somem, ele continua no estúdio, como no quadrinho. Tem ainda Hollis Mason mostrando Manhattan na TV pra Daniel, como manda o roteiro, mas então&#8230; a faca volta. Manhattan vai pra Marte mesmo sem antes passar no Gila Flat.</p>
<p>Ah sim! Curiosidade: Você que viu o filme e conhece o quadrinho, percebeu que após resgatarem os moradores do cortiço Espectral está guardando alguns copos na nave do Coruja? Pois é, você deve lembrar que após o resgate, enquanto estão todos no Arqui, a dupla serve cafezinho pros resgatados. No filme, mesmo na versão do diretor, nada de coffee brek a bordo do Arqui. Imagino que a cena tenha sido filmada, senão fica sem sentido mostrar espectral guardando os copos sem a cena&#8230; ou então foi só um pequeno detalhe para os fãs.</p>
<p>No geral, as novas cenas que fazem a diferença nesta versão são, principalmente, o assassinato de Hollis Mason, com uma ótima cena de luta; Coruja e Rorschach buscando pistas no bar, onde Daniel fica sabendo da morte de Hollis e espanca um membro da gangue; mais detalhes na conversa entre Manhattan e Espectral em Marte, umas duas cenas rápidas que mostram claramente o garoto lendo o gibi Contos do Cargueiro Negro (ainda que sem muito destaque). Algumas cenas violentas como o Rorschach exercitando o braço com um machado ou a tentativa de assassinato de Veidt foram ampliadas ou trazem mais detalhes. Isso mesmo, mais sangue, mais pedaços de carne humana voando. E mais uma vez: em quase todas as cenas, há novos detalhes, alguns segundos a mais de cena, mais diálogo&#8230;</p>
<p>Diz-se que há uma outra versão mega-ultra-fodona que incluirá o desenho animado Contos do Cargueiro Negro no enredo do filme (como no quadrinho) e com mais cenas. Se isso for verdade, é mais uma chance de acertar os detalhes que ainda faltam.</p>
<p>Entre as melhorias e as tentativas de melhoria, a versão Director&#8217;s Cut é super recomendada. Até mesmo para quem ainda não viu o filme, minha indicação é que deixe de lado a primeira versão e veja esta versão mais completa.</p>
<p>É isso.<br />
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		<title>Watchmen Brasil na #horadoplaneta</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 01:57:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcísio Cavalcante</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[diversos]]></category>

		<category><![CDATA[horadoplaneta]]></category>

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		<title>Quase 9 horas de Watchmen</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 02:35:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcísio Cavalcante</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[No caderno Ilustrada de hoje (Folha de São Paulo, 24 de março de 2009), uma matéria sobre a coleção audiovisual de Watchmen: "Quem assiste a tanto Watchmen?". Entre filmes, documentários e animações, são quase nove horas com os heróis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-307" title="minutemen" src="http://watchmenbrasil.com.br/wp-content/uploads/minutemen.jpg" alt="minutemen" width="533" height="429" /></p>
<p>No caderno Ilustrada de hoje (Folha de São Paulo, 24 de março de 2009), uma matéria sobre a coleção audiovisual de Watchmen: &#8220;Quem assiste a tanto Watchmen?&#8221;. <em>Entre filmes, documentários e animações, são quase nove horas com os heróis.</em></p>
<p>O repórter Ivan Finotti contabiliza quase nove horas de Watchmen em formato audiovisual, sem contar o tempo gasto lendo o gibi original. &#8220;É preciso ser muito fã&#8221;, diz no começo da reportagem. O filme conta duas horas e 45 minutos (sem falar na versão do diretor de 3 horas e 10 minutos que sairá num segundo DVD) e os subprodutos: desenhos animados, animação do gibi, documentários fictícios&#8230;</p>
<p>Em lançamento oficial hoje, o DVD contendo os principais extras de Watchmen: Os Contos do Cargueiro Negro (o gibi dentro do gibi, no DVD em formato de desenho animado) e Sob o Capuz (livro de Hollis Mason, o Coruja original, integrante dos Minutemen, no DVD transformado em documentário). Cada um tem cerca de meia hora.</p>
<p>Sobre o &#8220;Watchmen Movie Comic&#8221;, o &#8220;desenho desanimado&#8221;, eu tenho que concordar com Finotti: uma bizarra animação da HQ, filmando quadrinho por quadrinho a obra inteira, acrescentando um pouco de animação nos desenhos originais de Dave Gibbons. A idéia até que é interessante, mas fica pior: os balões das falas ainda aparecem e a história é toda narrada por Tom Stechschulte (<em>Tom who?</em>), inclusive as personagens femininas&#8230; Eu aguentei ver apenas o capítulo 1&#8230;</p>
<p>&#8220;Desenho desanimado&#8221; foi o apelido dado aos velhos desenhos da Marvel dos anos 60 (Hulk, Thor, Homem-de-Ferro, Capitão América e Namor).</p>
<p>Somando-se algo em torno de 25 minutos por episódio (12 ao todo, cada revista é um episódio), vão aí cinco horas de &#8220;gibi falante&#8221;.<br />
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		<title>Sob o Império de Vigilantes</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 20:17:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcísio Cavalcante</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Aproveitando para fazer uma interdisciplinariedade com seus alunos, o Advogado (OAB-ES 9.896) e Professor de Direito Constitucional e Processo Civil na Faculdade do Espírito Santo - UNES, André Fachetti Lustosa resolveu produzir um texto crítico a respeito dos problemas da Operação Satiagraha veiculados pela VEJA desta semana, fazendo um paralelo com a própria história de WATCHMEN.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><blockquote><p><em>Aproveitando para fazer uma jogada de interdisciplinariedade com seus alunos, o Advogado e Professor de Direito Constitucional e Processo Civil na Faculdade do Espírito Santo - UNES, <a href="http://andre.f.l.blog.uol.com.br/" target="_blank"><strong>André Fachetti Lustosa</strong></a> (contato: <span class="gI"><span class="go"><a href="mailto:andre.f.l@uol.com.br">andre.f.l@uol.com.br</a>)</span></span></em><em> resolveu produzir um texto crítico a respeito dos problemas da Operação Satiagraha veiculados pela VEJA desta semana, fazendo um paralelo com a própria história de WATCHMEN.</em></p>
<p><em>Reproduzido a seguir com permissão do autor.</em></p></blockquote>
<h3 style="text-align: center;">Sob o Império de Vigilantes</h3>
<p>&#8220;Who watches the Watchmen?&#8221;. Traduzindo livremente: &#8220;Quem vigia os vigilantes?&#8221;.</p>
<p>Foi assim que o inglês Alan Moore, um dos mestres modernos da arte em que se transformaram as revistas em quadrinhos, sustentou a idéia central de sua obra intitulada exatamente &#8220;Watchmen&#8221;, reverenciada há anos no universo das HQs e recentemente adaptada para as telas de cinema (2009).</p>
<p>A revista (coisa de gente grande, diga-se logo para os mais céticos, sendo chamada de <em>graphic novel</em>), publicada em meados dos anos 80, resolveu racionalizar o que aconteceria &#8220;de verdade&#8221; se heróis mascarados andassem entre nós, no dia-a-dia, quase institucionalizados; suscitou crises, medos, acertos e erros; fins e meios; colocou na ponta do nanquim e das cores soturnas a idéia de uma sociedade protegida por mascarados; mas&#8230; a que preço?</p>
<p>O ano seria 1985; o país, EUA; o Presidente Richard Nixon concorria a mais uma reeleição (licença poética); a Guerra-Fria desafiava os nervos da população mundial (fato histórico); dos heróis, apenas um tinha super-poderes (uma boa forma de pessoalizar as personagens principais, fazê-las passíveis de erros, humanas, enfim) e eis que o roteirista desafiador misturou tudo isso não só para vender umas dezenas de exemplares, mas para se perguntar o que realmente aconteceria com um mundo lançado no colo de meia dúzia de mascarados auto-intitulados <em>salvadores</em>.</p>
<p>Bom: esqueçam os personagens encapuzados, seus colants e capas esvoaçantes; deixem um Nixon surreal para traz, além de toda a catarse que uma obra desse porte é capaz de produzir no meio <em>nerd</em>.</p>
<p>Brasil, ano 2009:</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-482" title="capaveja110309" src="http://watchmenbrasil.com.br/wp-content/uploads/capaveja110309.gif" alt="capaveja110309" width="100" height="128" />A se confirmarem as denúncias publicadas há poucos dias pela Revista VEJA (11.03.2009) a respeito dos descalabros produzidos por agentes públicos no exercício irregular de suas (não-)funções, tendo como nome auto-referente o do Delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, poderemos ter certeza: estamos verdadeiramente sob o império de Vigilantes.</p>
<p>A se confirmarem as notícias - e estas parcas linhas respeitam o Estado Democrático de Direito, sem descuidar de sua capacidade imanente de expressar opiniões (essa também uma das características do Estado Democrático de Direito) - seria uma ótima hora para se perceber como a Constituição Nacional, na lição mais primária, vai-se fulminada naquilo que possui de elementar, essencial, naquilo que vem sendo gerido pelo menos desde o século XVIII, em movimentos de importância mundial e histórica; ou seja, fulminada na concepção inalienável de que o Estado moderno, constitucionalizado, será baseado ao menos <em>na firme limitação de seu próprio poder (através da sua organização e da divisão da célula de comando) e na segurança dos direitos e garantias fundamentais dos cidadãos que lhe integram e dão vida.</em></p>
<p>O exercício arbitrário, extremista, incontrolável a que estamos, ao mesmo tempo, sendo expostos e assistindo estupefatos, personagens de nosso próprio filme, é símbolo da desestruturação do controle do poder estatal, porque descaracteriza as estruturas compartimentadas de governo, onde cada função é desempenhada por um órgão, sempre sob supervisão, com possibilidade de controle dos atos para fins garantísticos; porque infringe a divisão e a harmonia dos Poderes da República quando a polícia subtrai funções do Judiciário, quando transforma debates jurídicos em questão política das mais baratas&#8230;</p>
<p>A atuação investigativa suja, realizada de forma a desfraudar grosseiramente a vida íntima de pessoas escolhidas ao sabor das convicções pessoais, individuais, de agentes públicos funcionando sob seus próprios fundamentos particulares, reconduz o Estado de Direito ao Estado Político ou Absolutista, onde é o interesse do poderoso que vai justificar as razões e o <em>modus operandi</em> em cada caso, ao seu talante.</p>
<p>Se estamos diante de um país onde suas autoridades públicas aceitam travestir-se de heróis cheios de suas próprias ideologias, crêem estar além do alcance das <em>instituições jurídicas nacionais</em> por acharem ser, elas próprias, a personificação das tais instituições jurídicas nacionais, e aceitam conferir (com as nossas vidas nas mãos) a efetividade do eterno debate &#8220;os fins justificam os meios&#8221;&#8230; então pouca seriedade podemos ter para distinguir uma verdadeira nação constitucionalizada, nestas condições, de uma revista em quadrinhos premonitória.</p>
<p>Tolerar essa situação, ou daqui a pouco simplesmente transformá-la em mais um episódio a ser lembrado na Retrospectiva 2000 e alguma coisa, não é postura de país sério e consciente, de debatedores sérios e conscientes, de imprensa séria e consciente, de faculdades de Direito sérias e conscientes, de filósofos, de sociólogos, de juristas, de cidadãos sérios e conscientes.</p>
<p>A se confirmarem as denúncias publicadas - que, diga-se a bem da verdade, já vêm sendo sugeridas há mais tempo, por tantos órgãos de comunicação, através de tantos dados pontualmente colhidos, de tantas nuances desveladas – estamos com a capacidade &#8220;super anti-heróica&#8221; de criar nossos próprios personagens fantásticos, daqueles para serem lembrados na posterioridade com todas as doses de um triste realismo, ou seja: o Brasil está mesmo é se especializando em vingadores disfarçados em terno e gravata, guardando os colants e as capas em casa para não despertar tanta atenção.</p>
<p>E então: <em>&#8220;Who watches the Watchmen?&#8221;</em><br />
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		<title>Odiar Watchmen é muito fácil</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 13:18:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcísio Cavalcante</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[WATCHMEN é um gibi, um gibi acima de todos os outros. Lançado em 1986, WATCHMEN é um culto, um gibi único. A única história em quadrinhos entre os 100 melhores livros de todos os tempos, segundo a revista Times. A propósito, enquanto você lê o QUEBRATUDO, WATCHMEN figura no primeiro lugar como livro mais vendido no site da Amazon. WATCHMEN está na lista dos livros mais vendidos e não dos gibis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Ótimo texto de <strong>Ricardo Jordão Magalhaes</strong> para o <a href="http://bizrevolution.typepad.com/bizrevolution/2009/03/odiar-watchmen-%C3%A9-muito-f%C3%A1cil.html">Diário da Revolução</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="post-footers"><img class="alignnone" src="http://bizrevolution.typepad.com/.a/6a00d83451bad569e201127944980a28a4-800wi" alt="" width="484" height="386" /></span></p>
<blockquote><p><em>“A maior de todas as histórias de super-heróis já contada, e uma prova de que os quadrinhos são capazes de uma narrativa inteligente, emocionalmente tocante e digna de ser chamada literatura.” Entertainment Weekly</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Uma leitura emocionante e de quebrar o coração, e um divisor de águas na evolução de uma jovem mídia.” Lev Grossman, Time Magazine </em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>“&#8230;uma façanha monumental da imaginação, combinando ficção científica, sátira política, evocação consciente do passado das HQs e uma corajosa reconstrução dos formatos gráficos atuais – tudo transformado em uma distópica história de mistério.” New York times</em></p></blockquote>
<p>Fazia algumas semanas que a menina de 6 anos havia desaparecido. A Polícia estava sem pistas. A investigação corria um sério risco de ir para o ostracismo. Mais um crime sem solução.  Mais um bandido que se safa sem punição. Foi quando Rorschach descobriu uma pista que o levou a casa de um suspeito.</p>
<p>Não demorou muito para Rorschach encontrar as roupas de uma menina de 6 anos dentro de um forno.  Latidos. Dois cães pastores alemães brigam no quintal da casa para ver quem fica com o toco destroçado de uma perna de criança.  Foi o que sobrou da última refeição.</p>
<p>Rorschach  ouve passos, a porta do apartamento se abre. O assassino está voltando para casa. Rorschach escondido surpreende  o bandido. Inicialmente o pilantra se diz inocente. Pressionado por Rorschach, o monstro assume a culpa, &#8220;Sim, eu matei a menina, matei, matei, eu confesso, fui eu. Me leve preso, me joga na cadeia. Chama a polícia, me prende&#8221;.</p>
<p>Enquanto o maluco se retrata com ares de arrogância e cinismo de quem sabe que vai se safar porque não existem provas o suficiente contra ele, Rorschach vê a sua respiração disparar, o sangue subir a cabeça,  a raiva tomar conta das suas forças, ódio, fúria.</p>
<p>Rorschach pega uma gigantesca faca de açougueiro, e com um golpe certeiro racha a cabeça do fora-da-lei no meio. Não é o suficiente para a sua raiva diminuir, Rorschach arranca o facão da cabeça destroçada do cara, e desce um novo golpe raivoso, e mais um, e mais um, e mais um e mais um.</p>
<p>Rorschach é um WATCHMEN; um vigilante, um encapuzado que anda pelas ruas de Nova Iorque fazendo justiças - quando o sangue sobe a cabeça - com as próprias mãos.  Às vezes ele prende os caras, mas, na maioria das vezes ele prefere jogar o lixo no esgoto.</p>
<p>WATCHMEN é um gibi, um gibi acima de todos os outros. Lançado em 1986, WATCHMEN é um culto, um gibi único. A única história em quadrinhos entre os 100 melhores livros de todos os tempos, segundo a revista Times. A propósito, enquanto você lê o QUEBRATUDO, WATCHMEN figura no primeiro lugar como livro mais vendido no site da Amazon. WATCHMEN está na lista dos livros mais vendidos e não dos gibis.</p>
<p><a href="http://bizrevolution.typepad.com/bizrevolution/2009/03/odiar-watchmen-%C3%A9-muito-f%C3%A1cil.html">Continua&#8230;</a><br />
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		<title>Contos do Cargueiro Negro a R$ 29,90</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 12:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcísio Cavalcante</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O DVD Contos do Cargueiro Negro, incluindo ainda Hollis Mason (o Coruja I) contando tudo sobre o livro Sob o Capuz já está em pré-venda pela Nordeste Distribuidora por R$ 29,90.

A pré-venda segue até o dia 10 de abril, com entrega a partir de 24 de abril.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>O DVD (não é blu-ray) <strong>Contos do Cargueiro Negro</strong>, incluindo ainda Hollis Mason (o Coruja I) contando tudo sobre o livro <strong>Sob o Capuz </strong>já está em <a href="http://www.nordestedistribuidora.com.br/dvd/32649/watchmen-contos-do-cargueiro-negro" target="_blank">pré-venda pela Nordeste Distribuidora</a> por R$ 29,90.</p>
<p>Veja o trailer <a href="http://watchmenbrasil.com.br/os-contos-do-cargueiro-negro-trailer/">aqui</a>.</p>
<p>Não sabe o que é? Leia tudo sobre os Contos do Cargueiro Negro <a href="http://watchmenbrasil.com.br/anotacoes/tales-of-the-black-freighter/">aqui</a> (com spoilers).</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" src="http://www.algumacoisadecinema.com.br/wp-content/uploads/2009/03/cargueirodvd.jpg" alt="" width="304" height="430" /></p>
<p>Na Nordeste Distribuidora, a pré-venda segue até o dia <strong>10 de abril</strong>, com entrega a partir de <strong>24 de abril</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>WATCHMEN: CONTOS DO CARGUEIRO NEGRO EM DVD</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>APRESENTANDO TAMBÉM SOB O CAPUZ, A AUTOBIOGRAFIA DE NITE OWL</strong></em></p>
<p>Watchmen: Contos do Cargueiro Negro &amp; Sob o Capuz oferecem ao público duas essenciais histórias originais de Watchmen em um só disco.</p>
<p>Assista às exclusivas e dramáticas histórias originais de Watchmen, com a história em quadrinhos dentro de outra história em quadrinhos e a autobiografia Night Owl, que ganham vida, quando Watchmen: Contos do Cargueiro Negro &amp; Sob o Capuz, chegam em DVD, no dia 27 de abril, pela Paramount Home Entertainment.</p>
<p>Produzido em associação com a Legendary Pictures, ambos os títulos tem produção executiva do diretor de Watchmen, Zack Snyder, Lawrence Gordon, Lloyd Levin, Deborah Snyder, Thomas Tull e Wesley Coller. Contos do Cargueiro Negro, a história-dentro-da-história no aclamado Watchmen, apresenta as vozes de Gerard Butler (300) e Jared Harris (O Curioso Caso de Benjamin Button), é dirigido por Daniel DelPurgatorio e Mike Smith e escrito por Alex Tse (Watchmen) e Zack Snyder. A produção é de responsabilidade de Brian McNulty e Karen Mayeda-Vranek.</p>
<p>Contos do Cargueiro Negro dá uma impressionante vida à graphic novel, com uma história dentro de outra, ricamente sobrepostas. Trata-se de uma história em quadrinhos que é lida por um jovem em Nova York, enquanto a cidade está sendo destruída. Esta ousada saga pirata conta a jornada de um marinheiro abandonado. Paralelamente, durante a trajetória do marinheiro, o jovem passa por horríveis eventos e ao superá-los, estes parecem refletir no mundo de Watchmen.</p>
<p>A reveladora autobiografia de Hollis Mason, Sob o Capuz, narra os acontecimentos da vida de Hollis Mason que o levaram a se tornar o vingador mascarado Nite Owl (o Coruja I) e conta como os Minutemen se formaram. Também apresenta a Sally Spectre (Espectral I) original, o Comediante, Moloch o Místico, além de Hollis Mason, o Nite Owl original.</p>
<p>Sob o Capuz é dirigido por Eric Matthies, escrito por Hans Rodionoff e produzido por Eric Matthies e Wesley Coller. Os astros Carla Gugino, Matt Frewer, Stephen McHattie e Jeffrey Dean Morgan aparecem como seus personagens do filme Watchmen, neste especial de animação com estilo de documentário.</p>
<p><em><strong>Sinopse:</strong></em></p>
<p>Eles estão no Livro. E Também neste DVD. Com produção executiva do diretor de Watchmen e 300, aqui estão dois contos da mais celebrada graphic novel de todos os tempos, que não apareceram na extraordinária versão cinematográfica de Watchmen. Contos do Cargueiro Negro (com a voz Gerard Butler, de 300) dá uma impressionante vida animada à graphic novel, com uma história dentro de outra, ricamente sobreposta, uma ousada saga pirata cujos tumultuados eventos podem espelhar os do mundo de Watchmen. Astros do filme Watchmen se juntam no supreendente documento Sob o Capuz, baseado nas memórias do primeiro Coruja e como suas aventuras vieram a existie. Duas histórias essenciais aos fãs.</p>
<p><em><strong>Informações do DVD:</strong></em></p>
<p><em><strong>Direção: </strong></em>Daniel DelPurgatorio e Mike Smith<em><strong><br />
Roteiro:</strong></em> Dave Gibbons<br />
<em><strong>Produção:</strong></em> Brian McNulty<br />
<em><strong>Elenco de vozes:</strong></em> Gerard Butler (300) e Jared Harris<br />
<em><strong>País:</strong></em> EUA</p>
<p><em><strong>DVD Colorido</strong></em></p>
<p><em><strong>Gênero:</strong></em> Animação<br />
<em><strong>Duração:</strong></em> 62 min., aproximadamente<br />
<em><strong>Formato de Tela:</strong></em> Vários<br />
<em><strong>Áudio: </strong></em>Inglês e Português (5.1 Dolby Digital)<br />
<em><strong>Legenda:</strong></em> Inglês, Espanhol e Português<br />
<strong><em>Classificação Indicativa:</em> </strong>16 anos<br />
<em><strong>Data de Lançamento: </strong></em>27 de abril de 2009</p>
<p><em><strong>EXTRAS:</strong></em></p>
<p>- Story Whitin a Story: The Books of Watchmen<br />
- Watchmen Motion Comics: Chapter 1</p>
<p>Meu obrigado ao Franco Vasconcelos, do <a href="http://www.algumacoisadecinema.com.br/dvd-watchmen-contos-do-cargueiro-negro/" target="_blank">Alguma Coisa de Cinema</a>, pelo release e as informações.<a href="http://www.algumacoisadecinema.com.br/dvd-watchmen-contos-do-cargueiro-negro/" target="_blank"><br />
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		<item>
		<title>NerdExpress Watchmen</title>
		<link>http://watchmenbrasil.com.br/nerdexpress-watchmen/</link>
		<comments>http://watchmenbrasil.com.br/nerdexpress-watchmen/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 23:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcísio Cavalcante</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[watchmen brasil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://watchmenbrasil.com.br/?p=464</guid>
		<description><![CDATA[Fui novamente ao cinema conferir Watchmen. Dessa vez acompanhado do Pablo e o André do Nerd Curitibano, o Wikerson, do Portal de Cinema e o Lucas, ouvinte e leitor que aceitou o convite do Nerd Curitibano de participar do PodCast sobre Watchmen.

E como um sonho realizado, fui ao cinema trajado de Rorschach.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Fui novamente ao cinema conferir Watchmen. Dessa vez acompanhado do Pablo e o André do <a href="http://www.nerdcuritibano.com.br" target="_blank">Nerd Curitibano</a>, o Wikerson, do <a href="http://www.portaldecinema.com.br" target="_blank">Portal de Cinema</a> e o Lucas, ouvinte e leitor que aceitou o convite do Nerd Curitibano de participar do PodCast sobre Watchmen.</p>
<p>E como um sonho realizado, fui ao cinema trajado de Rorschach.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://watchmenbrasil.com.br/wp-content/uploads/tarcisio_rorschach.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-465" title="tarcisio_rorschach" src="http://watchmenbrasil.com.br/wp-content/uploads/tarcisio_rorschach-215x300.jpg" alt="tarcisio_rorschach" width="215" height="300" /></a></p>
<p>Mentira. Eu não consegui ir assim. Levei a roupa na mão e quase não tive coragem nem de vestir lá. Só quando chegou o pessoal eu me senti mais à vontade. Eu não ia pagar o mico sozinho&#8230;</p>
<p>Após o filme, nos reunimos na Kauf para gravação do NerdExpress, o PodCast do Nerd Curitibano. <a href="http://www.nerdcuritibano.com.br/2009/03/s02e06-we-watch-the-watchmen/" target="_blank">Escute o NerdExpress aqui: We watch the Watchmen</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://watchmenbrasil.com.br/wp-content/uploads/nerdexpress.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-466" title="nerdexpress" src="http://watchmenbrasil.com.br/wp-content/uploads/nerdexpress.jpg" alt="nerdexpress" width="423" height="219" /><br />
</a><em>Da esquerda pra direita: Rorschach (eu), André, Pablo e Wickerson (o Lucas tirou a foto)</em><a href="http://watchmenbrasil.com.br/wp-content/uploads/nerdexpress.jpg"></a></p>
<p><em>E só por curiosidade&#8230; a minha máscara:</em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://watchmenbrasil.com.br/wp-content/uploads/mascara.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-467" title="mascara" src="http://watchmenbrasil.com.br/wp-content/uploads/mascara-224x300.jpg" alt="mascara" width="224" height="300" /></a></p>
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</ul>
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		<item>
		<title>Abertura de Watchmen: O Filme</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 12:49:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarcísio Cavalcante</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[filme]]></category>

		<category><![CDATA[headline]]></category>

		<category><![CDATA[videos]]></category>

		<category><![CDATA[abertura]]></category>

		<category><![CDATA[cinema]]></category>

		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Já começaram a aparecer novas cenas e partes do filme na internet. Não duvido que daqui a algumas horas o filme inteiro esteja disponível para download.

Segue para seu deleite a cena dos créditos iniciais de Watchmen.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Já começaram a aparecer novas cenas e partes do filme na internet. Não duvido que daqui a algumas horas o filme inteiro esteja disponível para download.</p>
<p>Segue para seu deleite a cena dos créditos iniciais de Watchmen.</p>
<p>Embalado pela música The Times They Are A-Changin, de Bob Dylan, as cenas mostram a aurora dos heróis, os Minutemen, sua decadência e o surgimento dos novos heróis, os Watchmen, até sua aposentadoria.</p>
<p>Nas cenas que seguem do filme algumas coisas vão sendo explicadas para não deixar os novos fãs boiando. Para quem conhece a história é de arrepiar.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="520" height="344" data="http://www.youtube.com/v/RiVvigU9eEQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/RiVvigU9eEQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
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